Amamentação – histórias de amor e superação

Amamentação é binômio: mãe e bebê. Como cada mulher é única, e cada bebê também é único, as possibilidades de relatos são infinitas. Há a teoria, há a vivência real de cada binômio.

Nesse mês de agosto dourado, promovi no meu IG uma semana de informações e partilhas sobre amamentação, pedindo que as mães que se sentissem à vontade, me enviassem seus relatos. Estão aqui reunidos, um bonito álbum de histórias recheadas de carinho, para inspirar as mamães que estão passando, ou ainda vão passar por essa vivência.

Eu tive casos de amamentação bem sucedidos, nunca duvidei de que poderia amamentar e isso ajudou muito. Na minha primeira gestação eu li muito sobre amamentação, pega correta, problemas frequentes, livre demanda. Quando Malu nasceu tive poucas fissuras, ela era uma delicadeza e logo engordou um monte. Mas tive ducto entupido, graças ao que estudei consegui identificar. Pois médico nenhum sabia avaliar. O apoio do meu marido foi super importante nessa fase. Malu com 1 aninho, por causa de oito dentes nascendo juntos, fez greve do mama. Eu chorava muito cada vez que ela recusava o seio, mas não me dei por vencida, insisti, dava o seio enquanto ela dormia, e graças a Deus ela voltou a mamar. Com meu segundo filho a pega foi correta, mas ele sugava muito forte, ele saiu da maternidade com quase 100g a mais do peso que nasceu, meu leite desceu no mesmo dia que ele nasceu. Meus seios ficaram enormes, e dessa vez tive muitos incômodos. Muita fissura, candidíase mamária, mastite, e foram várias as idas em hospital e muitos os antibióticos. Insisti, pois Vicente com 7 dias já tinha engordado mais de 1kg. Com 1 mês ele passou de 3,448kg para 6,800. Uma benção. Graças a Deus acertamos o antibiótico e a candidíase e a mastite acabaram. Fiz tratamento com laser nas fissuras também, para curar e diminuir a dor. Eu amo amamentar. É algo inexplicável. Malu mamou até 3 anos e 6 meses, e Vicente vai mamar por muito tempo também, se Deus permitir.”

Escrito por @alineoliveiraelias

Eu tive tanto no primeiro filho quanto na segunda problemas com amamentação, e não foi por falta de conhecimento, uma vez que sou da área da saúde e meu primeiro menino eu trabalhava dentro do hospital. No primeiro, tive mastite e muita fissura. Foram longos 2 meses de luta. Na segunda filha eu tive candidíase mamária. Nossa, nunca havia sentido dor igual, novamente dois meses de luta. A parte maravilhosa de tudo isso é que sei e sou total incentivadora do aleitamento por ser o melhor alimento, por ser o melhor vínculo entre mãe e filho… eu amo amamentar, tanto que eu com toda certeza sei que as coisas acontecem para que nos tornemos mais fortes e passemos pelo calvário para desfrutar da vitória. Meus pequenos mamaram 1 ano e 8 meses e a segunda 1 ano e 11 meses. Eu faria tudo novamente. Passaria pelo processo quantas vezes fosse possível.

Na segunda filha, por orientação da minha doula, depois de todo o processo passado, eu ordenhei para uma outra bebê onde a mãe tinha passado por um processo cirúrgico, por 7 dias consegui ceder leite e o papai buscava recipientes todos higienizados para que a bebê tomasse o leite materno. Nossa cidade ainda não conta com banco de leite. Eu seria uma que poderia contribuir com esse ato de amor. Que para mim é, sem sobra de dúvida, milha melhor forma de amar. Hoje meu menino tem 6 anos e minha menina 2 anos. São nossa maior riqueza.”

Enviado por @hotzpatricia

“Precisamos falar sobre AMAMENTAÇÃO!!!
Me sinto no dever como mãe, e principalmente como profissional de saúde contar minha experiência…posso dizer que com a Gabi, nossa história de aleitamento se divide antes e depois da frenectomia. Desde quando engravidei, eu tinha uma certeza: iria amamentar meu bebê exclusivamente até os 6 meses!!! Com o Luiz Fernando, infelizmente não tive sucesso…hoje entendo todos os fatores que influenciaram (bico de silicone, chupeta, concha de amamentação, falta de apoio/orientação…). Então precisava fazer tudo diferente, desta vez eu tinha MUITA informação e MUITO apoio! Já no 2 dia de nascimento, ainda na maternidade, meus mamilos estavam fissurados e a dor era insuportável!!! Eu sofria só de pensar na próxima mamada…não entendia o porquê daquilo, já que a pega estava certinha (boquinha de peixe, barriga, com barriga…). Daí chamei minha amiga @maesemmedo fonoaudióloga e consultora de amamentação pra me socorrer. Prontamente ela foi nos avaliar, fez o teste da linguinha na Gabi e viu que ela tinha o freio da língua alterado…como ela mamava bem, ganhava peso, achamos melhor ir levando e reavaliar depois. But…meus mamilos não melhoravam, a dor continuava (ouvi muitas mulheres dizerem: ah, mas sentir dor é normal…vai passar! NÃO!!! Não é normal sentir dor minha gente), ela ficava bastante tempo mamando e então depois de muita conversa, esclarecimentos e uma nova avaliação, desta vez inclusive com odontopediatra, decidimos fazer a frenectomia! Mar gente… porque esperei tanto por esse trem?! Quarta fomos até o consultório da @nascercomamor , sim o procedimento foi feito no consultório, a laser, minimamente invasivo, da forma mais amorosa e humanizada possível, pelas incríveis Luciana Schneider e Beatriz Guimarães. Depois desse dia, nossa história de amamentação mudou!!! Minha dor cessou, meus mamilos estão praticamente cicatrizados, Gabi não fica mais tanto tempo mamando, a”Precisamos falar sobre AMAMENTAÇÃO!!!
Me sinto no dever como mãe, e principalmente como profissional de saúde contar minha experiência…posso dizer que com a Gabi, nossa história de aleitamento se divide antes e depois da frenectomia. Desde quando engravidei, eu tinha uma certeza: iria amamentar meu bebê exclusivamente até os 6 meses!!! Com o Luiz Fernando, infelizmente não tive sucesso…hoje entendo todos os fatores que influenciaram (bico de silicone, chupeta, concha de amamentação, falta de apoio/orientação…). Então precisava fazer tudo diferente, desta vez eu tinha MUITA informação e MUITO apoio! Já no 2 dia de nascimento, ainda na maternidade, meus mamilos estavam fissurados e a dor era insuportável!!! Eu sofria só de pensar na próxima mamada…não entendia o porquê daquilo, já que a pega estava certinha (boquinha de peixe, barriga, com barriga…). Daí chamei minha amiga @maesemmedo fonoaudióloga e consultora de amamentação até minha produção aumentou!!! E porque vim aqui falar tudo isso?! Porque talvez você possa estar passando pelo mesmo problema, não tem apoio nem orientação e encontra-se perdida, desesperada, à beira de um surto (Sim minha amiga, eu sei…puerpério é punk!) Portanto, leia, informe-se, busque ajuda. Se realmente seu desejo é amamentar…não desista!!!

Enviado por @fecaxias

“O que eu posso dividir de minha pouca e pessoal experiência nessa área, do que cada filho me ensinou sobre isso é: Antonio me ensinou a importância do Leite Materno para uma criança, sofri horrores no início da amamentação, tive bico rachado, peito vazando e lavando a cama e minhas roupas de leite, mastite e amamentar nunca foi uma boa experiência para mim, mas depois de saber os benefícios do melhor alimento que existe eu segui decidida a amamenta-lo até no mínimo 2 anos como orienta a OMS! Maximiliano me ensinou que eu poderia ir além do meu amor dado em forma de alimento para Antonio, mas que poderia fazer lactogestação (amamentar, gestar, e superar a perturbação na amamentação) e ainda fazer tandem (amamentar duas crianças em idades diferentes) além de me ensinar que amamentação pode ser algo sim prazeroso para a mãe (tive alguns episódios que me senti realizada ao amamentar ele, o que não havia sentido antes) Teresinha com seus 7 dias de vida, sua feminilidade toda cheia de docilidade e fortaleza, veio para me ensinar e me curar e mostrar que amamentar é um dos meus maiores atos de caridade e que devo e posso faze-lo simplesmente por amor! 💕 
Obrigada Deus por essa dádiva de poder viver essa experiência tão única!
 

Escrito por @esposamaedetresedoula

“Sou da geração dos bebês não amamentados porque a indústria conseguiu vender a imagem de que fórmula era a mesma coisa, então as mulheres desacreditaram delas mesmas para alimentar seus filhos. Quando fui mãe todos quiseram me convencer de que eu não teria leite porque minha mãe não teve, me informei muito, estudei, informei ao meu esposo e com a ajuda dele consegui ser persistente, pois os dois primeiros meses foram muito difíceis por causa da sensibilidade nos mamilos, mas depois disso muito prazer em curtir esse momento mágico com meus bebês. Amamentei exclusivamente até 6 meses os dois, a mais velha mamou até 9 meses e o segundo até 18 meses, estou esperando o terceiro filho.
Amo amamentar, pra mim é um dos momentos mais intensos da maternidade.
Até hoje me dizem que tenho sorte por produzir muito leite mas no meu íntimo sinto que nada disso teria acontecido se eu não tivesse buscado me informar para transpor a barreira imposta pela indústria durante tantos anos.
É DIVINO!”

Enviado por @flavia.hjunior

A amamentação surgiu em minha história de vida como uma espécie muito peculiar de tortura e com o passar do tempo se tornou a uma doce fonte de alegria na maternidade. Quando estive grávida de minha primeira filha a ideia de amamentar era até certo ponto repugnante. Na minha imaginação mal formada o leite era coisa de vaca e a ideia de ficar com os seios expostos com um mamífero se alimentando de mim, me remetia a gatos, cachorros, e não me atraía nem um pouco. Minha filha nasceu por uma cesariana eletiva desnecessária. E isso, conforme descobri só muito mais tarde, é um dos fatores que dificultou a amamentação. Saí da maternidade com os seios em carne viva e com o coração partido. Nos dias seguintes a ferida não melhorava. Cada vez que minha princesinha acordava eu começava a chorar junto com ela diante da perspectiva da dor, a casca da ferida seria arrancada no primeiro gole, e cada segundo dos 20 minutos seguintes seria sofrido, e quando ela terminasse de mamar haveria sangue e dor. A ideia de que o melhor para ela representava um sacrifício para mim era clara. Não foram fáceis essas três primeiras semanas até meu corpo aceitar a nova realidade. Eu teria desistido se não fosse o apoio constante de meu marido. Que estava determinado que nossa filha seria amamentada, vinha com ela nos braços e ficava ao meu lado cheio de empatia nos momentos de amamentação e choro, depois assumia muitos dos cuidados com ela junto comigo, e me oferecia colo e consolo quando a bebê dormia. Isso me ajudava a ter esperança de que superaríamos aquelas semanas. Conforme os dias se passaram nossa família foi ganhando forma. A amamentação deixou de ser um tormento. Passada a dor eu conseguia aproveitar a conexão que surgia entre eu e minha bonequinha. E toda a tristeza foi substituída pela realização de meu sonho de ser mãe. Enquanto ela mamava eu observava incrédula a maravilha que é um ser humano, e decorava os traços de seu rostinho, e aproveitava a alegria do contato físico e do cheirinho de bebê. Ela passou a ser nossa alegria. Eu e meu marido nos transformamos em pessoas mais fortes e capazes de amar. E passados mais de dez anos sigo satisfeita por não ter desistido.

Enviado por @manu_martins_educarte.blog

“Joaquim nasceu em 16/10/2017 e, no período que ficamos na maternidade, algumas enfermeiras o viram mamando e disseram que estava tudo correto, mas ninguém fez uma orientação um pouco mais aprofundada. Fomos para casa e a obstetriz, que acompanhou o pré-natal, disse que estaca tudo certo também. No dia 24, fomos ao pediatra, por rotina e porque percebemos que ele estava com aparência magra, perto do peso do nascimento. Lá ele viu a garganta, mas disse que não era nada, pesou e sugeriu que buscássemos um pronto socorro porque ele estava muito preocupado com o emagrecimento desde o nascimento, quase 1 kg mais magro, fomos ao hospital onde ele fez vários exames e ficou internado por uma semana, foi quando descobrimos que ele tinha uma fissura no palato que poderia dificultar a sucção. No hospital ele teve contato com uma fono que disse que ele não poderia mamar no peito, senão não ganharia peso.

Estava desesperada para ele ganhar peso e, ao mesmo tempo, deprimida por ‘não poder’ amamentar, mas tinha esperança e continuei tirando leite para manter a produção. Esperando ser ajudada, fui em um projeto e ouvi que não poderia ser ajudada porque o Joaquim não tinha sucção e ele tinha desacostumado com o sabor do meu leite. Sem desistir, minha obstetra sugeriu que eu tentasse uma consultora de amamentação. Foi então que conheci a Josefa que, com todo amor, carinho e paciência me ajudou. Veio em casa, por uma semana na primeira mamada, até que na sexta feira, passou o dia inteiro com a gente, disse que só sairia de casa quando ele mamasse. Entre relactação, choro e insistência, após 3 meses de mamadeira ele voltou a mamar no peito e desde então amamento. Com 1 ano e 6 meses ele teve que passar por uma cirurgia no palato, no dia seguinte já foi liberado para mamar, mas não mamou. Colocava-o no peito como forma de acalentá-lo e já tinha aceitado o fato de que ele não mamaria mais no peito. Porém, após 38 dias sem mamar, com quase 1 ano e 7 meses, ele voltou a mamar e continua até hoje”

Relato de Talita Machado, via @monicamourademaria

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