Ocitocina, o hormônio do amor

A ocitocina é também conhecida por hormônio do amor. Qualquer que seja a faceta do amor que consideremos, a ocitocina está envolvida. Ela está presente na formação de vínculo entre casais, e também na formação de vínculo entre mãe e filho. Ou seja, além de efeitos físicos, ela também tem efeito comportamental.

Muitos conhecem a atuação da ocitocina no trabalho de parto, mas o que alguns desconhecem é que, após o nascimento do bebê, quando o bebê olha nos olhos da mãe, ela recebe uma descarga muito grande de ocitocina, fazendo um pico. É esse pico de ocitocina que, ao mesmo tempo, gravará bioquimicamente o vínculo da mãe com o bebê, e atuará na contração do útero para formar o globo de Pinard, de forma que não ocorra hemorragia (veja a importância da hora de ouro).

No parto, a ocitocina faz o útero contrair-se para que o bebê possa nascer, além de atuar na ejeção do leite materno. É o hormônio da fase ativa do trabalho de parto, que promoverá contrações mais próximas e intensas do que quando comparadas às da fase latente, que tem predomínio de ação das prostaglandinas.

Podemos perceber a fase em que a ocitocina está atuando, pois a mulher se entrega ao trabalho de parto: fica introspectiva, fala menos, age instintivamente. Nesse momento, ela necessita de toda fonte de relaxamento que puder.

Vale lembrar que a ocitocina sintética – o famigerado sorinho – além de não indicado na maior parte dos partos, torna as dores das mulheres terrivelmente insuportáveis. Isso porque ele altera a fisiologia, a natureza do corpo da mulher, que Deus criou de forma perfeita.

Lembra da sinfonia do parto? A aplicação de um hormônio sintético se equivale a um músico que acelera o ritmo da música muito além do que os outros podem acompanhar, estragando com toda a melodia. Justamente por isso que, em aplicações desnecessárias de ocitocina sintética, é comum acontecer da mulher não aguentar as dores e implorar por uma cesárea, ou ainda do bebê entrar em sofrimento fetal.

A questão aqui é que a ocitocina sintética se faz totalmente desnecessária quando se respeita o prosseguimento natural da fisiologia do parto. Ou seja, basta deixar a natureza atuar, o maestro sabe reger a música. A melhor forma de ajudar é propiciar condições para que o hormônio natural trabalhe otimamente. É o que irei explicar.

Um detalhe importante sobre a ocitocina é que se trata de um hormônio antagônico da adrenalina, ou seja: se a adrenalina está alta, a ocitocina reduz seu efeito! A adrenalina é um hormônio que liberamos em situações de medo, estresse, sensação de perigo, humilhação ou frio. Todos esses fatores atrapalham o prosseguimento do trabalho de parto.

Sendo assim, para permitir que a ocitocina trabalhe a todo vapor e o parto corra bem, deve-se

  • Manter o local aquecido, com luz fraca e suave
  • Manter no recinto o menor número de pessoas possível, evitando entra e sai.
  • A gestante deve manter junto a si, no trabalho de parto, apenas as pessoas em quem tem plena confiança, e que transmitam apoio e tranqüilidade. Isso deve ser decidido antecipadamente, já no pré natal.
  • Evitar falatório em torno da parturiente, respeitar seu momento de introspecção

Se você é gestante, vale a pena se preparar para buscar essas condições no ambiente de parto – elaborar um plano de parto pode auxiliar a mostrar para a equipe a forma como você deseja ser tratada.

Se você for acompanhar uma gestante, lembre dessas dicas para poder ajudá-la no grande dia!

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